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"Tenho que me ajustar?"

  • 8 de fev. de 2017
  • 1 min de leitura

As pessoas confundem flexibilidade com a necessidade doentia de se encaixar. E, com isso, ferem sua essência, distorcem as suas formas, corrompem as suas missões.

Apesar de eu acreditar - com todo fervor - que temos que ser "bambus", temo - com a mesma força - chegar a me tornar uma melancia japonesa, cujo único objetivo é caber na geladeira.

Não sou uma pessoa feita para atender aos objetivos de alguém, mas para possibilitar que as pessoas tenham objetivos próprios.

Não pensem mal de mim: adoro o equilíbrio!

Mas equilíbrio não significa anulação. Ao contrário!

O padrão social nos leva, constantemente, a buscar que nos ajustemos às exigências coletivas: da escola, da família, do mercado, do grupo social ou religioso no qual nos inserimos.

Porém, somente quando nos diferenciamos, mostramos novas perspectivas e oportunidades, é que trazemos a esses mesmos grupos um adicional de qualidade.

Isso não significa estar sempre buscando mudar o que existe. Mas permitir que os nossos pontos de vista contaminem e sejam contaminados pelo outro.

Somos coletivos e precisamos cada vez mais sê-lo. Somente coletivamente é que conseguiremos fazer a mudança necessária na sociedade!

Mas não precisamos, para isso, que nos tornemos melancias japonesas!


 
 
 

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