Os calos da persistência são diferentes dos calos do pé. Para estes, há como usar sapatos adequados, protetores supermodernos ou ir a uma calista.
Os calos da persistência se formam na alma.
Eles até ficam quietinhos, sem doer por muito tempo. Mas se algo os aperta, voltam a doer.
E quando voltam, doem de tal forma que não existe receita de preta velha que cure.
O jeito é aprender a apreciar a dor do calo da persistência, lembrar até onde ele pode nos levar e tentar acreditar que eles existem para nos deixar melhores: melhores como seres humanos, melhores como espíritos.
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